Um ano de recuperação para o comércio exterior

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Em comparação ao mesmo período do ano passado, as exportações capixabas cresceram 26,5% e, as importações, 27,3%

Em comparação ao ano passado, o setor de comércio exterior, uma das forças da economia capixaba, deve apresentar um crescimento significativo, apesar de ainda estar se recuperando das quedas acentuadas observadas em anos anteriores.

O presidente do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Estado do Espírito Santo (Sindiex), Marcilio Machado, estima que o setor feche o ano com crescimento acima de 20% tanto em importações, quanto em exportações, o que traria mais confiança e otimismo para o empresariado. Os últimos dados disponíveis, que medem a movimentação de janeiro a outubro, indicam 26,5% de crescimento nas exportações e 27,3% nas importações em relação ao mesmo período do ano passado. No total da corrente de comércio, o aumento é de 26,8%.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, nas exportações se pôde observar um aumento do peso dos produtos básicos na pauta capixaba, que passaram de 36,2% para 43,9% do total. Isso ocorreu em detrimento dos produtos manufaturados, que perderam força na proporção de exportações, já que os semimanufaturados mantiveram percentual estável.

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Fonte: Secretaria de Comércio Exterior – Secex/Moig

Minério de ferro e petróleo, que são produtos básicos ou commodities, apresentaram crescimento significativo, porém ainda muito longe do total alcançado em anos anteriores.
De maneira geral, mantêm-se como destaque os tradicionais setores que alavancam as exportações, incluindo outro produto básico, o café, e ainda a celulose e os produtos de ferro e aço como semimanufaturados, além dos mármores e granitos trabalhados e laminados de ferro e aço como produtos manufaturados.

Nas importações, um dos ítens que registraram crescimento mais significativo de janeiro a outubro (132%) foi o carvão mineral, devido ao aumento de produção das indústrias siderúrgicas. Outros destaques vão para as matérias têxteis, com + 21%, e as aeronaves, produto de alto valor agregado, com alta foi de 511%, mostrando recuperação sobre 2016.

Para Machado, apesar desses números indicarem recuperação, ainda é preciso mais. “O segmento, que engloba importantes setores exportadores, grupos importadores e as pequenas e médias empresas atuantes no mercado externo, precisa de soluções para os gargalos de infraestrutura logística, de modo a garantir uma sobrevivência sólida nos próximos anos”, considera o presidente do Sindiex. Ele avalia que um terminal portuário adequado para receber grandes navios é uma das necessidades mais fundamentais para incrementar as atividades de comércio exterior.


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