Ciência e tecnologia & inovação: base para a sustentabilidade.

“Uma das formas importantes na construção da sustentabilidade tendo por base a ciência, tecnologia e inovação é trabalhar para melhorar cada vez mais a qualidade da atuação das instituições de ensino … gerando com isso uma crescente conscientização da sociedade.”

A busca pela sustentabilidade é um dos principais desafios da humanidade, visto a dimensão dos atuais problemas socioambientais. Razão pela qual devem governantes e governados, do mundo todo, entenderem que sem a proteção ambiental não há desenvolvimento socioeconômico e nem qualidade de vida.

E que, para se alcançar a almejada sustentabilidade, que é o equilíbrio entre os interesses econômicos, as necessidades sociais e a proteção ambiental, amparado pelas leis, costumes, cultura e pelo respeito às regras de funcionamento da natureza, é fundamental basear as ações humanas no conhecimento científico e tecnológico e nas inovações decorrentes.

Cabe colocar que a discussão acadêmica da sustentabilidade, além de ser feita por cientistas de diversas áreas do conhecimento, há ainda formas diferentes de ser visto esse tema tanto do ponto de vista teórico, quanto ideológico e político. Mesmo assim, deve ser com base nos conhecimentos gerados nas instituições de ensino e pesquisa que devem ser sustentadas as iniciativas, metas e gestões de programas, planos e ações governamentais e da iniciativa privada no enfrentamento das questões ambientais.

Uma das formas importantes nessa construção da sustentabilidade tendo por base a ciência, tecnologia e inovação é trabalhar para melhorar cada vez mais a qualidade da atuação das instituições de ensino no sentido no aumento da eficácia da aprendizagem e, principalmente, da inclusão do tema ambiental, conforme preconiza a Constituição Federal no caso Brasileiro, em todos os espaços  educativos formais e não formais, gerando com isso uma crescente conscientização da sociedade.

Além de formar mais profissionais-cidadãos com condições de fazer o melhor no quesito aplicação do conhecimento e das tecnologias geradas nas instituições de ensino e pesquisa; e, das inovações que surgem com a interação dessas instituições com o setor produtivo, de modo que se acelerem os processos que levem à sustentabilidade.

“Uma das formas importantes na construção da sustentabilidade tendo por base a ciência, tecnologia e inovação é trabalhar para melhorar cada vez mais a qualidade da atuação das instituições de ensino … gerando com isso uma crescente conscientização da sociedade.”

Com mais cidadãos participando consciente e capacitados desse  processo de  construir as condições para ser alcançado o tão sonhado desenvolvimento sustentável –  pelo uso das melhores tecnologias e inovações nas atividades de monitoramentos,  controles e recuperação ambientais, bem como tornar mais eficientes ambiental e economicamente os processos produtivos –  levará a menores impactos socioambientais, custos de produção e   de prestação de serviços também menores, o que gerará mais competitividade, inclusão social e mais sustentabilidade, em tempo mais célere.

Para esse fim a ONU tem enfatizado estratégias  para  ser alcançada uma nova ordem mundial baseada “na busca do desenvolvimento, a fim de melhorar as vidas de todas as pessoas e garantir a viabilidade da preservação do planeta”, cujo suporte está na busca da sustentabilidade, no combate à pobreza, na educação, na formulação e aplicação ética das leis, na conscientização de cidadãos e governantes;  e, obviamente, no uso do conhecimento científico e tecnológico, disponível, que sabe-se ser suficiente para tornar mais competitivo  e sustentável o desenvolvimento.

Luiz Fernando Schettino é professor  Titular  –  Ecologia e Recursos Naturais da UFES, foi Secretário Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do ES e Diretor Geral da Agência de Serviços Públicos de Energia (ASPE). 

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