Centrais sindicais não querem votação da reforma da Previdência em 2018

reforma da previdência
Centrais sindicais em protesto na Esplanada dos Ministérios, em fevereiro de 2017 (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil/Arquivo)

Lideranças das organizações se reuniram com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, nesta quarta-feira (7), em Brasília.

As centrais sindicais pedem que a reforma da Previdência seja votada somente a partir do ano que vem. Representantes das entidades se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, nesta quarta-feira (7). O que as centrais querem é que o assunto seja discutido amplamente durante as eleições com a sociedade. A discussão em plenário do texto deve acontecer em 19 de fevereiro.

Estiveram presentes a Força Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Nova Central Sindical de Trabalhadores, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB). No encontro, Maia teria afirmado que a reforma só entra em votação caso haja votos suficientes para a aprová-la. As informações são da Agência Brasil.

O deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical (SD-SP) defendeu que o assunto seja discutido nas eleições. “Na medida em que tiver uma derrota acachapante na Câmara, com certeza as bolsas vão cair, o dólar vai subir, será muito ruim para a economia”, afirmou.

A vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carmen Helena Ferreira Foro, ressaltou a necessidade de um amplo debate com a sociedade. “Não há possibilidade nenhuma de esse assunto que a maioria da sociedade ainda não compreendeu direito e quem compreendeu sabe que será prejudicial se for votado. É preciso retirar da pauta e fazer”, disse.

Discussão na Câmara

O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) é líder do governo na Câmara e afirmou que a discussão em plenário continua prevista para começar em 19 de fevereiro. A votação do texto da reforma deve ocorrer até o dia 28 de fevereiro. O relator, Arthur Maia (PPS-BA), apresentou nesta quarta-feira (7) a emenda aglutinativa com mudanças na proposta.

“A partir de agora, o texto está colocado e passa à discussão de forma pontual. Esse é um tema que enfrentaremos até o fim do mês. O governo, de sua parte, vai cumprir o calendário que foi estipulado, que é até o final de fevereiro, até 28 de fevereiro, para que possamos construir aqui na Casa o ambiente de votação”, disse Aguinaldo Ribeiro.

CUT mobiliza greve a partir de 19/2

A CUT divulgou nota orientando a paralisação das suas bases em todas as regiões do país no dia da votação. Para a central, impedir a aprovação da reforma da Previdência é o principal desafio do momento. Eles convocam a militância a fazer atos e manifestações, ocupando ruas e praças, e pressionar os parlamentares em suas bases eleitorais.

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