Setor de caminhões apresenta crescimento modesto em 2017

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Foto: Divulgação/Mercedes-Benz

Crescimento de 3,5% nas vendas de caminhões não foi suficiente para gerar bons resultados em 2017

O setor de caminhões fechou o ano de 2017 com alta de 3,5% nas vendas sobre 2016, segundo informações da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Um crescimento bastante modesto, visto que os números são comparações com volumes baixos, que não eram registrados há cerca de 20 anos no país.

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as fábricas instaladas no Brasil estão utilizando apenas 25% de sua capacidade. “Em caminhões, a ociosidade está perto de 75%”, destacou Antonio Megale, presidente da entidade.

Mesmo que a alta não tenha sido a das melhores, a expectativa para o setor é positiva. A recuperação encerrou um período de três anos seguidos de quedas, e a produção nacional subiu 37%, ajudada também pelas exportações.

No ano passado, foram comercializados 52.069 caminhões contra 50.292 em 2016, considerado o pior ano para o setor desde 1996, quando foram licenciados 42.134 veículos novos. “Essa recuperação foi importante, mas o volume continua muito próximo a 2016”, acrescentou Luiz Carlos de Moraes, vice-presidente de caminhões da Anfavea. Tirando 2016, o desempenho do ano passado só foi melhor que o de 1999.

EXPORTAÇÕES

A produção registrou uma alta mais vigorosa do que os emplacamentos, chegando a 82.887 caminhões no ano passado, contra 60.482 unidades em igual período de 2016. Ela foi puxada principalmente pelas exportações, que saíram de 21.548 unidades para 28.288 em 2017. Os principais destinos foram os países da América Latina, além do Oriente Médio e da África.

Entre as categorias, a que mais se destacou foi a de caminhões extrapesados. “A gente percebeu, ao longo de 2017, a redução da queda em todos os segmentos (de caminhões), mas ficou positivo primeiro para o de extrapesados, por uma mistura de melhora na confiança e redução da taxa de juros”, explicou Luiz Carlos de Moraes.

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