Cadê o escritório tradicional que estava aqui?

As fábricas inteligentes da indústria 4.0 ainda irão causar muitos impactos em diversos setores do mercado, alguns deles talvez nem conhecidos ainda

Especialistas garantem que muitas funções deixarão de existir até 2025 e, cinco anos mais tarde, já existirão outras que nem imaginamos.

Fato é que as demandas e as formas de trabalho vêm sofrendo constantes e cada vez mais rápidas modificações. Hoje, muitas são as alternativas de locais e formas de trabalho que têm surgido no mercado para diminuir despesas e otimizar o tempo.  Mas será que funcionam? Em busca de responder a esse questionamento, apresentamos a série “Trabalho 4.0”, com quatro matérias, nas quais serão expostos conceitos e características, favoráveis e desfavoráveis, dos novos escritórios.

A rapidez com que os avanços tecnológicos desencadeiam mudanças no mercado de trabalho, aliada a uma década de crise ao redor do mundo, tem levado milhares de profissionais a se reinventar.

Diante dessa demanda, aceitar o desafio de romper as barreiras físicas e empreender aparece como um caminho bastante promissor. Mas de que forma os profissionais têm se adaptado para driblar a crise e acompanhar a velocidade do mundo?

Trocar os escritórios das grandes empresas e modelos de contratos atuais por outras modalidades de trabalho tem se tornado cada vez mais comum, especialmente à geração de recém-formados. Coworking, home-office e escritório virtual são algumas das alternativas encontradas tanto por esses profissionais que acabaram de ingressar no mercado quanto por aqueles com vasta experiência.  Nesta primeira matéria vamos tratar de coworking.

Espaços alternativos para empreendedores

Já pensou em trabalhar em um lugar com profissionais de diversas áreas e com um custo bastante reduzido? Hoje, com o conceito do coworking, essa é uma estrutura possível, e os escritórios compartilhados ganham mais adeptos a cada dia.

Em todo o mundo, estima-se que existam mais de 6 mil espaços em funcionamento. No Brasil, contam-se mais de 100 áreas e, pelo menos, 210 mil pessoas já circularam por essas estações, seja para participar de um evento, seja para comparecer a uma reunião, seja para tomar um café, seja para efetivamente trabalhar.

Segundo resultados do Censo Coworking Brasil, observa-se significativo crescimento dessas opções. O número de espaços compartilhados, somente para escritórios, aumentou 114% em relação a 2016.

O coworking oferece aos profissionais um espaço democrático para desenvolver seus projetos sem o isolamento do home-office ou as distrações de espaços públicos. Além disso, tem um custo bem menor, atendendo a quem não pode ou mesmo não quer pagar caro por um local com estrutura qualificada. Uma das boas soluções encontradas no momento de crise econômica enfrentada no país.

Outra vantagem significativa desse método de trabalho é que ele facilita o fortalecimento da networking, avalia o diretor da Premium Offices, Gilson Mansur (foto). “Os coworkings possibilitam aos profissionais a formação de uma rede de contatos especializada e fundamental para a atração de novos clientes, novos negócios. Dessa forma, os profissionais podem desenvolver projetos juntos ou realizar os trabalhos individuais.”

Mansur destaca que no espaço concentram-se profissionais de todos os ramos, e cerca de 90% das vagas estão preenchidas. “Os profissionais estão aceitando o conceito do coworking, que chegou para ficar, e as pessoas estão dando cada vez mais valor a isso. Nem sempre é essencial ter um espaço seu, pois não há a preocupação de alugar local, pagar condomínio, limpeza, taxas e tributos. O segmento está em crescimento, e o capixaba está aderindo a isso”, frisou.

 

Shopping Praia da Costa inaugurou um espaço gratuito no Estado, com capacidade para receber 25 pessoas, em 70 metros quadrados. O ambiente é climatizado e estruturado com estações de trabalho com acesso grátis à internet e tomadas para carregar notebooks e celulares. Possui ainda uma estante com variados livros e revistas, que podem ser emprestados ou trocados, assim que as pessoas finalizarem a leitura, no sistema “leva e traz”.

A gerente de Marketing do shopping, Viviane Eiras, afirma que o empreendimento “procura seguir as tendências mundiais, tanto para frequentadores quanto para profissionais liberais, transformando o espaço em um ambiente que vai além de compras e proporcionando novas experiências”.

Economia

O modelo que movimentou R$ 82 milhões em 2016 e já produziu um faturamento médio de R$ 235 mil por ano demonstra que o coworking definitivamente se tornou um importante negócio no país. Há cinco anos, a maioria dos espaços era experimental, até um pouco informais. Hoje, existem empresas com planos de crescimento sólidos e faturamento de sete dígitos para cima. De acordo com o Censo Coworking Brasil, 23% dos espaços pensam em expandir ou já estão em processo de expansão.

Entenda como funciona o Coworking:

Em nossa próxima edição, confira por que muitos profissionais têm optado pelo homework.

 

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