Buaiz com nova fábrica e visual para ampliar mercado

Fotografia - Renato Cabrini

A Buaiz Alimentos, que este ano comemora 77 anos, investe cerca de R$ 60 milhões para ampliar participação no mercado nacional.

A Buaiz Alimentos, que neste mês de setembro inaugurou uma nova fábrica de mistura para bolos e farinha doméstica, construída em São Torquato, Vila Velha, celebrou sua nova fase no mercado na Convenção e Feira de Negócios de Supermercados e Padarias do Espírito Santo (Super Feira Acaps Panshow), realizada de 18 a 20 de setembro, na Serra.

A diretora geral da Buaiz Alimentos, Eduarda Buaiz, explica que os investimentos realizados permitirão a participação da empresa e seus produtos no mercado de alimentação. “Hoje 75% de nossa produção fica no Estado. Nossa intenção com o aumento da produção é ampliar nosso mercado para todo o sudeste e para a Bahia”, revela.

A empresa, que participa há 32 anos da feira, montou uma estrutura especial para receber os visitantes, que tiveram a oportunidade de conhecer os novos produtos, além da nova identidade visual dos que já compõem o portfólio. O espaço proporcionou a degustação de pães e outras delícias produzidas no local, que contou com forno profissional e utilizou as farinhas de trigo Regina, nas versões tradicional, integral e gourmet, e as misturas para bolos Regina para produzir alimentos frescos. Além disso, quem passou pela padaria teve a experiência com o café especial Numero Um Espresso Gourmet – 100% arábica – que foi utilizado por uma barista para o preparo, na hora, de diversas bebidas com café.

Investimentos

A nova unidade fabril está na mesma área onde está o novo Centro de Distribuição, que foi ampliado e recebeu investimentos em tecnologia para atuar de forma integrada à nova unidade e receber produtos da linha industrial fabricados no centro de Vitória.

Ocupando uma área total de 13 mil metros quadrados, a nova fábrica e o Centro de Distribuição (CD) são parte de um projeto da empresa focado na modernização e no crescimento, que exigiram investimentos da ordem de R$ 60 milhões e incluíram ainda a expansão em 35% da capacidade de moagem de trigo, na planta localizada no centro de Vitória.

A nova fábrica abriga toda a linha de produção das misturas para bolos e farinhas funcionais, além da linha de empacotamento de farinha de trigo para consumo doméstico nas marcas Regina e Número Um e de todas as misturas para bolo.

São 2,3 mil metros de área construída em cinco pavimentos que, de cima para baixo, representam cada etapa do processo produtivo da fábrica de misturas.

A diretora geral da Buaiz Alimentos, Eduarda Buaiz, confraternizou a nova fase da empresa com clientes e parceiros na Super Feira (Fotografia – Renato Cabrini)
Como será a nova linha de produção

Caminhões a granel munidos com um sistema de sucção – que pela primeira vez serão utilizados no Espírito Santo com esse fim – são carregados no moinho no centro de Vitória e levam o trigo até a nova fábrica.

Numa área específica na lateral da unidade, o sistema de sucção garante que o trigo seja transferido do caminhão para o quarto pavimento em um transporte pneumático sem contato humano.

Lá, estão seis silos para armazenamento da farinha de trigo, que contam com um sistema individualizado de aspiração, que impede a propagação de partículas tanto no meio externo quanto dentro da fábrica. Cada um deles tem capacidade para 20 toneladas e o abastecimento é feito a partir de um sistema automatizado que leva em conta a especificação do produto e o estoque.

No terceiro andar, está o sistema de moegas que garante a adição homogênea dos microingredientes da receita, como cacau, erva-doce, emulsificantes, aromas, fermentos, entre outros, dependendo do bolo. No segundo andar, os microingredientes se juntam ao trigo e ao açúcar, começando o processo de mistura em um misturador, que é uma espécie de “grande batedeira”.

De lá, a mistura desce por gravidade para o primeiro andar, que conta com uma padaria experimental para testes dos produtos. Neste mesmo andar, é feita a liberação das misturas por bateladas, em equipamentos similares a grandes “funis móveis”, que direcionam as misturas prontas para o envase até o térreo, onde estão as máquinas de empacotamento e enfardamento dos produtos.

“O piso térreo é integrado ao ‘CD’. Correias aéreas levam os produtos até os dois robôs, que transferem os fardos da fábrica para montagem de paletes e, dali, seguem até o Centro de Distribuição, facilitando e agilizando a logística e o carregamento”, explica o gerente industrial da Buaiz Alimentos, Marcos Roberto Nascimento.

Visitação ao centro de distribuição e nova fábrica no dia da inauguração (Divulgação)

O Centro de Distribuição funciona numa área de nove mil metros quadrados. Quatro vezes maior do que o “CD” anterior, a nova estrutura garantiu o aumento da capacidade de carregamento de 30 para 70 carros por dia, com oito docas disponíveis e um sistema verticalizado de armazenagem de paletes, que chega a 3,2 mil toneladas de capacidade de armazenamento, também totalmente automatizado com um sistema WM, que permite o rastreio de todas as etapas do processo de armazenagem e carregamento até a entrega.

Também com objetivo de dar maior controle e eficiência ao processo, o acesso de caminhões ao CD terá balanças rodoviárias interligadas ao sistema para garantir a pesagem dos veículos vazios na chegada e, depois de carregados, na saída.

Neste momento, com o peso da carga verificado e registrado, a nota fiscal será emitida automaticamente. Além disso, a pesagem também será realizada na entrada de caminhões carregados de insumos a serem utilizados na produção.

Expansão do moinho

Até a inauguração da nova fábrica, toda a produção – de farinhas de trigo doméstico, farinha de trigo para utilização industrial e misturas para bolos – era feita na mesma fábrica, localizada no centro de Vitória, onde também funciona o moinho.

Eduarda Buaiz, explica que, ao transferir a fábrica de misturas para bolos e o empacotamento de farinha de trigo doméstico para a nova fábrica, foi possível promover a expansão da moagem de trigo, no Centro, com aquisição de um novo diagrama de moagem, aumentando a capacidade produtiva em 35%.

“Hoje operamos dentro da nossa capacidade máxima de moagem, produzindo 380 toneladas por dia. Teremos um incremento de cerca de 133 toneladas por dia, chegando a mais de 500 toneladas por dia em moagem de trigo em grão processado no total”, detalha.

Projeto integrado

Na linha de frente do projeto, Eduarda Buaiz reforça que as mudanças envolveram todo o processo produtivo, indo além do moinho e da produção.

“Desenvolvemos um projeto integrado, que envolveu modificações em toda a estrutura da fábrica no centro para possibilitar melhorias logísticas e de mobilidade, incluindo, por exemplo, a aquisição de um terreno na região, de cerca de 900 metros quadrados, para estacionamento”, pontua.

Ela informa que, hoje, quase a totalidade do grão de trigo utilizado pela Buaiz vem da Argentina, trazido em navios que chegam no porto de Capuaba.

De lá, o grão agora passa a vir por via rodoviária para o moinho diretamente para ser descarregado dentro da fábrica, que tem áreas específicas para entrada e saída de caminhões, trazendo inclusive melhorias de mobilidade para a região em geral.

Neste mesmo prédio de recebimento de trigo em grão, também dentro do escopo do projeto, funcionará a nova subestação de energia que alimenta o moinho, abrindo mais um espaço hoje ocupado no interior da fábrica.

“Somos uma empresa com 77 anos. Temos tradição e credibilidade, mas preservamos em nossa essência o vigor, a disposição para o novo, a busca contínua pela qualidade, pela modernização e pelo aprimoramento. É esse o nosso DNA. Por isso, apostamos em um investimento desse porte”, afirma o diretor-presidente do Grupo Buaiz, Americo Buaiz Filho.

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