Brumadinho: buscas continuam pelo terceiro dia

Foto: Andre Penner/ AP

Cerca de 136 militares israelenses participam da operação de resgate aos desaparecidos do acidente

As buscas por vítimas e sobrevivente do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, região metropolitana de belo Horizonte, Minas Gerais, seguem para o terceiro dia. Até o momento, foram registradas 60 mortes (19 identificados), 292 desaparecidos e há 16 vítimas fatais atestadas pelo Instituto Médico Legal (IML).

A barragem de rejeitos se rompeu na sexta-feira (25) e ficava na mina de Córrego do Fundão. Por conta da grande quantidade de lama, parte das casas e do centro administrativo da empresa foi devastado. Entre as vítimas estão moradores locais e funcionários da empresa. Saiba mais sobre o rompimento da barragem.

Cerca de 136 militares de Israel estão reforçando os trabalhos de resgate. Eles se juntam a cerca de 270 brasileiros de vários órgãos que atuam na região da tragédia. A equipe israelense é especializada em resgates e gerenciamento de conflitos.

Avião com militares de Israel pousa em Minas Gerais para ajudar nas buscas. — Foto: Washington Alves / Reuters

De acordo com o porta-voz dos bombeiros de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, não está definido quanto tempo os israelenses vão atuar na região e que uma reunião nesta manhã vai alinhar os trabalhos.

Buscas

O tenente Aihara informou que o refeitório em que estavam os funcionários da Vale foi arrastado pela lama e pode ter ido parar quilômetros a frente. A pousada de Brumadinho também foi varrida do local, onde só há presença de lama. Estima-se que havia 35 pessoas no local.

Em entrevista nesta segunda-feira (28), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que o apoio dos militares de Israel vai aumentar muito a chance de encontrar novos sobreviventes. “A presença dos militares israelenses dará mais agilidade para encontrar vítimas. A preocupação é achar os sobreviventes e vítimas e que “donativos não tem feito diferença para melhor”, disse.

Muitas famílias perderam tudo com a tragédia que ocorreu na sexta-feira (25). – Foto: Xinhua/Ernesto Rodrigues/Agência Estado

Já o representante da Defesa Civil de Minas Gerais, tenente coronel Flávio Godinho, afirmou que há corpos dentro de um segundo ônibus soterrado perto do centro administrativo da Vale em Brumadinho. A quantidade de vítimas dentro do veículo, no entanto, não foi confirmada.

Sobre a operação da mina

De acordo com nota emitida pela Vale, foram atingidas as instalações de usina, o terminal de carregamento, as oficinas de manutenção e os prédios administrativos da mina do Córrego de Feijão, além de bloqueios no acesso rodoviário da mina até o vilarejo Córrego do Feijão e o acesso da portaria até o trevo de Alberto Flores.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) lavrou, na noite de sexta-feira (25), o primeiro auto de fiscalização determinando a suspensão imediata de todas as atividades da mineradora no local, ressalvadas as ações emergenciais. Além disso, a Semad determinou abertura imediata de um canal onde houve acúmulo de sedimentos que interrompem o fluxo natural do curso d’agua.

A mina do Córrego de Feijão pertence ao Complexo de Paraopebas do Sistema Sul e produziu 7,8 Mt em 2017 e 8,5 Mt em 2018, de um total do Complexo de Paraopebas de 26,3 Mt e 27,3 Mt, respectivamente.

As demais minas e plantas de processamento do Complexo de Paraopebas não foram atingidas pela onda de rejeitos.

Números da tragédia
  • 60 mortos confirmados – 19 identificados;
  • 292 desaparecidos;
  • 382 localizados;
  • 192 resgatados.

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