Brasileiro definiu seu novo presidente: Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro no momento da votação ao lado da esposa, Michele Bolsonaro (Tânia Rego/Agência Brasil)

O Espírito Santo foi um dos 15 estados em que o presidente eleito venceu

O Brasil já escolheu o seu próximo presidente. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito com cerca de 55,14% da preferência nacional. Ele disputava o cargo máximo do Poder Executivo nacional com Fernando Haddad, do PT, que conquistou cerca de 44,86% dos votos neste segundo turno. No Espírito Santo, a vitória do agora presidente eleito foi mais substancial. Ele recebeu 63,06% dos votos válidos.

Além do Espírito Santo, Bolsonaro venceu no Acre, no Amapá, no Amazonas, no Distrito Federal, em Goiás, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em Rondônia, em Roraima, em Santa Catarina e em São Paulo. Já Haddad venceu em Alagoas, na Bahia, no Ceará, no Maranhão, na Paraíba, em Pernambuco, no Piauí, no Rio Grande do Norte, no Sergipe, no Pará e no Tocantins.

O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) informou que o primeiro município a totalizar a apuração no Espírito Santo foi Dores do Rio Preto (as 17h26) e que registrou 40 substituições de urnas eletrônicas. Os problemas ocorreram nas cidades de Boa Esperança, Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Cariacica, Guarapari, Marataizes, São Gabriel da Palha, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória. Todos os chamados foram solucionados sem nenhum prejuízo para a votação.

O governador Paulo Hartung votou às 8h34 na Escola Álvaro de Castro Mattos, em Jardim da Penha, Vitória, acompanhado da primeira-dama do Estado, Cristina Gomes. Em atendimento à imprensa logo após o ato, Hartung afirmou que, independentemente do resultado das urnas, o Brasil precisa que o candidato vencedor destas eleições assuma uma agenda reformista e modernizadora para o País recuperar o crescimento socioeconômico e a geração de emprego. O governador defendeu o que chamou de “estelionato político” no Brasil. O governador capixaba lamentou a dissonância das poucas propostas apresentadas pelos candidatos à Presidência com a realidade e necessidade do País.

O governador Paulo Hartung (Fotografia – Leonardo Duarte)

“Eu sempre defendi que os candidatos defendam os seus propósitos, projetos e propostas, mas o que nós brasileiros vamos desejar, por incrível que pareça, é um ‘estelionato eleitoral’. Quer dizer, do ponto de vista objetivo, só um ‘estelionato eleitoral’ salva e dá rumo para o nosso País porque, se as propostas que foram colocadas em cima da mesa forem levadas em prática, nós, que já estamos no buraco, vamos conhecer que buraco não tem fundo. É com tristeza que falo tudo isso. Precisamos de um plano de reforma para o País. O Brasil precisa ser reformado profundamente e restabelecer o equilíbrio financeiro e orçamentário, além de modernizar o País, para que a economia possa ser colocada neste mundo integrado com espaço de competitividade e, consequentemente, dando perspectivas para os brasileiros, principalmente, os jovens”, ponderou o governador.

Já o governador eleito em primeiro turno, Renato Casagrande (PSB), preferiu votar no fim da manhã, por volta das 11h, na Escola São Domingos, também em Vitória. Casagrande já anteviu que o próximo ano não será fácil, independente de quem estivesse à frente do Planalto.

“Retomar o caminho do crescimento do Brasil precisará que medidas muito duras sejam feitas. Se ele não fizer isso [o presidente eleito], o Brasil vai se desorganizar e manter uma crise econômica por muito mais tempo. Eu sei que 2019 vai ser um ano muito difícil de todos nós governarmos. Por isso, minha decisão de encaminhar um novo orçamento, em janeiro, para Assembleia Legislativa.”, ponderou.

O governador eleito, Renato Casagrande (Divulgação)

Ele também reafirmou seu compromisso com a população. “Nossa decisão de trabalhar é muito intensa e vamos romper os desafios, mas teremos desafios muito fortes que exigirão os ‘dois pés plantados no chão’. Cautela e calma, porque o ano que vem será um ano de muito trabalho, de incertezas muito grandes, porque não sabemos se o que vai acontecer na política que afetará a economia. O Espírito Santo não é uma ilha. O que acontecer com o Brasil afetará aqui. Então, eu vou entrar governando a partir do dia primeiro de janeiro com muita cautela, equilíbrio e cuidado e, essa posição equilibrada minha é para que eu possa ter todos os capixabas ajudando a governar o Estado do Espírito Santo em um ano de tanta dificuldade”, revelou o governador eleito.

*Da redação com informações da Agência Brasil, do Tribunal Superior Eleitoral  e do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo

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