Avanços tecnológicos vão transformar a civilização

Fotografia - Renato Cabrini

#Arena VOS. Robôs, veículos e máquinas autônomos e impressoras 3D e 4D devem ajudar o mundo a se tornar mais sustentável

Incontáveis são os avanços tecnológicos. Tratores trabalhando nas lavouras sem necessidade de motoristas. Ferrovias e navegação funcionando de forma autônoma. Cirurgias sendo realizadas a distância, via computador, com o auxílio de braços mecânicos. Comidas fabricadas via impressoras 3D. Robôs com cérebros artificiais, com direito a cidadania.

O que antes parecia cenário de ficção científica está cada vez mais próximo de se tornar realidade. Alguns desses avanços, inclusive, já vêm sendo aplicados. E deixam no ar a expectativa de que a tecnologia e a inovação podem tornar o mundo mais sustentável.

“Em 20 anos não teremos uma nova geração, mas uma nova civilização”, garante o darwinista digital e consultor empresarial Carlos Piazza. “O volume de coisas que estão surgindo é gigantesco. É algo que vai transformar toda a humanidade”.

As possibilidades frente aos avanços tecnológicos

Tudo isso será possível a partir do momento em que as máquinas passarem a desempenhar tarefas repetitivas que hoje são exercidas por pessoas. Assim, os profissionais terão mais tempo para executar tarefas que exigem raciocínio e criatividade.

“Assim, novos produtos e serviços poderão ser criados, baseados em novas tecnologias. Com a sustentabilidade na era digital, sairemos de um mundo de escassez para outro de abundâncias tecnológicas”, anuncia o consultor.

Entre os novos paradigmas produzidos pelo avanço tecnológico, Piazza cita a internet das coisas; o capitalismo consciente, possibilitado pela economia do compartilhamento; a inteligência artificial, representada pela robótica e pela nanotecnologia; a energia renovável; a customização, por meio de impressoras 3D e 4D; as novas plataformas, como o blockchain; e os novos materiais, como o grafeno.

No caso dos avanços na área de inteligência artificial, o darwinista cita o exemplo de Sophia (de blusa azul na foto), um robô humanoide que se tornou o primeiro a receber cidadania de um país, a Arábia Saudita. Desenvolvido pela empresa Hanson Robotics, de Hong Kong, a máquina tem modelagem inspirada na atriz Audrey Hepburn. É capaz de reproduzir 62 expressões faciais e de se adaptar ao comportamento humano, além de trabalhar com seres humanos.

Máquinas x Homens?

Não por acaso, Piazza lembra da projeção feita pelo cientista Ray Kurzweil, no livro Singularity is Near (A Singularidade está Próxima), de que, em 2029, a fusão entre máquinas e homens estará completa, o que permitirá eternizar o conhecimento gerado ao longo da história, com computadores ou robôs que replicam toda a capacidade humana.

“Será como o Doutor Spock, da série Star Trek, que é meio-vulcano, alienígena, e meio-humano. Terá o ritmo dos algoritmos, por meio dos computadores, e dos androritmos, referentes aos humanos”, compara Piazza.

Ray Kurzweil também prevê que, em 2040, será possível fazer “backup” do cérebro, ou seja, o ser humano conseguirá enviar informações de sua mente para um computador, capturando toda sua personalidade, incluindo memória, habilidades específicas e sua história. Com essa tecnologia, uma pessoa poderia, por exemplo, viver para sempre em forma de holograma, após a morte de seu corpo físico.

Outra inovação é que, no futuro, será possível comer carne bovina, suína, de aves ou peixes sem precisar matar animais, o que vai ajudar a reduzir os impactos ambientais. A técnica da carne in vitro (foto ao lado) já foi testada por cientistas holandeses e consiste na utilização de células-tronco.

Já existem também impressoras 3D capazes de produzir carnes comestíveis. Para isso, é utilizada uma mistura liquefeita de miúdos e carne moída, o que vai permitir à indústria de alimentos maximizar os subprodutos de cortes bovinos ou suínos.

Novo perfil de consumo

Para os consumidores, as transformações já estão em curso. Piazza cita que a economia do compartilhamento leva a um capitalismo mais consciente, com uma utilização mais sustentável de alguns tipos de serviços, por meio de empresas como o Uber e o Airbnb.

“A visão compartilhada de automóveis foi consolidada através do Uber. Da mesma forma, muitos jovens já não veem a necessidade de ter um apartamento próprio. E o compartilhamento agora também vale para escritórios, malas e até roupas. Para que ter um casaco se não moro numa região fria? Posso alugar um quando precisar. Isso mostra que as empresas também devem mudar a sua forma de pensar e agir”, salienta o darwinista digital.

“Com a sustentabilidade na era digital, sairemos de um mundo de escassez para outro de abundâncias tecnológicas” – Carlos Piazza, darwinista digital

Todas essas inovações ainda surpreendem Saulo Andreon, gestor da Escola Viva de São Pedro, em Vitória. Ele viu a necessidade de absorver todas as reflexões feitas durante a Arena VOS e incorporá-las ao dia a dia, como cidadão e profissional.

“Piazza nos transportou para uma viagem futurista. Temos uma jornada em aberto com muitos desafios pela frente. Nossa obrigação é equacionar todo o desenvolvimento e essa projeção de futuro de forma a garantir a sustentabilidade da vida humana”, afirmou Andreon.

Aluno do 8º ano do Colégio Salesiano, João Manoel Ribeiro Machado, de 13 anos, ficou impressionado com as transformações que estão em curso e os avanços tecnológicos previstos para os próximos anos. “Chega a ser assustador pensar em coisas como comidas feitas em impressoras 3D e robôs que se parecem com humanos”, admite o estudante. “Os avanços tecnológicos podem ajudar o planeta, mas a sustentabilidade vai depender dos homens também. Porque todo mundo quer a mudança, mas quase ninguém quer mudar”.

De fato, mesmo com todos os avanços nas tecnologias digitais, Piazza deixa claro que as relações humanas ainda vão prevalecer sobre as máquinas. Algo que traz um alento para Flávia Maciel, coordenadora de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Vila Velha, ante o risco de um mundo dominado por computadores.

“Sentimos uma calma e, ao mesmo tempo, uma inquietude por não saber para onde isso tudo está indo. Porém, no meio de tanta tecnologia e mudança de maneira exponencial, foi ressaltado que as relações humanas precisam ser valorizadas. Isso será um diferencial para o futuro”, acredita Flávia.

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