Avaliação e perspectivas

Abel Fiorot Loureiro é consultor financeiro, mestre em Economia e Finanças

Imensos são os desafios para uma nova agenda. Mas a sinalização de mudança de rumo traz melhores percepções e expectativas

Adoro esta época do ano, um momento de reflexão e de renovação dos ânimos para os próximos períodos. Época de avaliar o que foi feito e projetar o que se pretende fazer, de planejar.

O balanço de 2018 é extremamente positivo. A economia capixaba vem obtendo um crescimento por volta de 2,3% (números divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves), próximo do índice previsto da expansão brasileira, em torno de 2,4% (estimativa do Banco Central).

No ano de 2018, tivemos ótimas notícias. A arrecadação dos municípios aumentou,
e vários projetos de investimentos que estavam engavetados vêm sendo novamente anunciados. Isso é ótimo. Sinal de que a tão sonhada e esperada recuperação econômica do país se materializará de fato. Economia é confiança. Com a confiança restabelecida,
certamente os investimentos e o crescimento serão uma realidade.

Com isso, temos uma perspectiva sensacional para 2019. Eu, particularmente, estou muito otimista. O Brasil entrou de novo no radar dos grandes fundos americanos e internacionais. Teremos um fluxo de capital externo abundante no próximo ano, tanto para investimento em ativos produtivos (ativos fixos de produção e bens de capital), como em ativos mobiliários (bolsa de valores e futuros).

Os investidores internacionais estão bem animados com a nova equipe econômica, com a nova agenda a ser implantada no Brasil. Uma agenda pró-business, a favor do empreendedorismo e da livre-iniciativa.

O Brasil entrou de novo no radar dos grandes fundos americanos e internacionais. Os investidores internacionais estão bem animados com a nova equipe econômica

Todos sabemos que não será nada fácil, que os desafios de se implantar uma nova agenda, em um país tão complexo quanto o Brasil, são imensos. Mas só a sinalização de mudança de rumo já é um ótimo gatilho para mudança de percepção e expectativas. Se a reforma da Previdência for aprovada ainda no primeiro semestre do próximo ano, iremos ver o Brasil literalmente decolar. O fluxo de capital externo será abundante.

O Brasil tem carências em várias áreas. Onde há carências, existem oportunidades, e os investidores têm ciência disso. Havendo um ambiente estável e fazendo o governo central o seu “dever de casa”, não há dúvidas para se apostar no país.

A economia brasileira em alta, consequentemente, coloca o nosso Espírito Santo em uma posição vantajosa e de destaque. O Estado tem vocação para o desenvolvimento, posição logística privilegiada, gestão pública responsável, contas em dia e um ambiente superfavorável para a atração de capitais.

Para que todas as expectativas se concretizem, são necessários muito trabalho e empenho dos gestores públicos e privados. Esperam-se um governo responsável e uma classe empreendedora visionária e realizadora. O resultado será mera consequência dos esforços e ações retomadas a partir do restabelecimento da confiança.

O Brasil é viável!


Abel Fiorot é consultor financeiro e mestre em Economia e Finanças. Escreve dos Estados Unidos, onde mora.


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