A avaliação 360 graus melhora o desempenho de gestores

Uma ferramenta eficaz para o nivelamento estratégico das organizações.

O principal ativo das organizações são as pessoas. E, como consequência, para gerir pessoas é preciso de gestores competentes, com bom desempenho e alinhados com a cultura e com o planejamento estratégico organizacional.  Certo? E como saber se o gestor está cumprindo esses requisitos básicos para a gestão?

Propomos aqui uma breve análise de uma ferramenta denominada Mapeamento de Competências de Gestão 360 Graus – conhecida no exterior como Assessment 360 – que permite um feedback mais completo, não apenas em busca de falhas; mas, principalmente, de uma análise que permita entregar um mapa que cruze informações cruciais como a percepção própria e os resultados de informações colhidas junto de pares, subordinados e direção, podendo ser estendida a clientes e fornecedores.

Essa é a razão do nome 360 graus, porque envolve várias avaliações que depois são juntadas, sistematizadas e geram um relatório completo que permitam atuar fortemente na melhoria da performance do avaliado.

Se a ferramenta é tão boa, quais seriam as razões pelas quais não é tão utilizada como deveria no Brasil?

As respostas mais comuns são: medo de ser avaliado e desconhecimento do alcance estratégico.

A que me chamou mais a atenção, até porque percebi isso em alguns gestores para os quais apliquei a ferramenta, é o medo de ser avaliado.

O interessante é que este medo povoa até mesmo quem é um top performer, ou seja, está ocupando um cargo em Alta Direção ou Governança.

O temor acontece, de modo geral, em três situações bem definidas: a reprovação de alguém que seja muito importante no âmbito relacional; a reprovação dentro do grupo social em que estamos inseridos ou do qual estamos pretendendo participar; e a reprovação pessoal, através da qual a própria pessoa se pressiona para atender as suas próprias expectativas de desempenho, o que gera o medo de falhar ou tomar conhecimento de que falhou com alguém ou com a organização.

O pior temor que percebi é o de receber feedback negativo, principalmente as críticas, o que está diretamente ligado ao chamado autoconceito: como a pessoa se vê e como ela se define.

Importante destacar que ninguém muda se não souber as razões para a mudança e, por isso, não é preciso ter medo de uma avaliação 360 graus. Pelo contrário, essa ferramenta bem aplicada, por profissional qualificado, é espetacular para permitir a descoberta da verdade do desempenho pessoal do avaliado, para balizar projetos de autodesenvolvimento, formular planos de ação para ações adicionais

Por isso, vale a pena aceitar ser avaliado e ter em mente as seguintes questões:

  • Aceitar sua falibilidade;
  • Não tomar o resultado como peça de vitimização;
  • Oportunidade para conhecer os seus limites e os seus talentos.
  • Identificar as oportunidades de melhoria para a sua vida pessoal e profissional.
  • Autoconhecimento

Por fim, precisamos aprender que os nossos resultados dependem de como agimos na ambiência organizacional. Portanto, entender como funciona a nossa produtividade e como podemos tirar o maior proveito possível de qualquer situação é essencial para quem deseja desempenho superior. Se almejamos o alto desempenho, a avaliação 360 graus é um caminho sobremaneira eficaz para nos ajudar a alcançar nossos objetivos; sem qualquer temor.


 Prof. Adilson Neves é palestrante, consultor e professor em MBA

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