Calor, chuva e descuido causam aumento de doenças durante o verão

Aedes aegypti, mosquito da dengue
Foto: Divulgação/Governo de Goiás

A população capixaba fica sempre em alerta com a propagação do mosquito que transmite dengue, febre amarela, zika e chikungunya.

Todo verão é a mesma coisa. O número de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti cresce e causa transtornas à população, principalmente nas cidades. Só em 2017, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou 13.657 casos de dengue, zika e chikungunya no Espírito Santo. A maior incidência foi da dengue, que atingiu mais de 11 mil pessoas entre 1º de janeiro e 30 de dezembro do ano passado.

Em três semanas, a Sesa identificou 429 casos de dengue no Estado entre 31 de dezembro de 2017 e 13 de janeiro de 2018. Já os casos de chikungunya foram 18 nesse período e os de zika somaram 10 incidências, segundo a divulgação do boletim epidemiológico pelo governo estadual.

Outra doença transmitida pelo mosquito é a febre amarela, que levou 100 pessoas a óbito no Espírito Santo em 2017. No total, foram 330 casos confirmados da variedade silvestre da doença. Porém, ainda não houve novos registros este ano, apesar do surto pelo qual passam estados como São Paulo e Rio de Janeiro. A população está em alerta e as filas para vacinação estão enormes, com grande espera, falta de informação,

Os capixabas também estão na área de recomendação vacinal do Ministério da Saúde. Quem ainda não foi imunizado deve se vacinar nas unidades de Saúde. Segundo a Sesa, até o momento, 3.561.000 doses foram distribuídas e os municípios informaram que 3.077.619 pessoas foram imunizadas contra a febre amarela. Isso representa uma cobertura vacinal de 85,71% da população capixaba.

Cuidados durante o verão

A gerente de Vigilância em Saúde da Sesa, Gilsa Rodrigues, recomendou atenção a quem for curtir o verão em locais próximos a florestas, matas e também na zona rural. “Com o calor e o aumento das chuvas, formam-se as condições propícias para a procriação do mosquito. Apesar de se reproduzir durante todo o ano, nessa época observamos maior infestação”, explica.

A procura por cachoeiras e poços aumenta muito nessa época. Existe o perigo da proximidade com a região onde circula o vírus da febre amarela silvestre. Segundo Gilsa, a preocupação atualmente é que as cachoeiras ficam perto das matas. Então, se pessoas que não receberam a vacina estiverem nesses locais, temos o aumento do risco de contaminação.

“Quem frequenta lugares como esses deve estar vacinado. Apesar de a cachoeira ser de água corrente, sempre há a possibilidade de algum visitante deixar um copo descartável e o mosquito utilizá-lo para procriar”, alerta.

Verificação semanal

Cada pessoa deve evitar a proliferação do Aedes aegypti no dia a dia das casas, ruas e bairros. Com medidas simples, é possível diminuir a quantidade da espécie transmissora. Gilsa Rodrigues recomenda uma vistoria semanal em toda a casa, no quintal e na varanda. Toda atenção é necessária na limpeza dos pratos de vasos de planta, das calhas, das garrafas expostas à chuva ou até mesmo nos muros em que se fixam cacos de vidro.

“A ideia é que cada pessoa olhe o seu ambiente e faça um checklist dos lugares de risco que devem ser olhados sempre. São ralos, banheiros e vasos sanitários pouco utilizados, vasilhas e bebedouros, por exemplo”, esclarece.

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