Homicídios: ES já foi 2º e em 2018 caiu para 19º no Atlas da Violência

Arma de fogo - Atlas da Violência
Foto: Agência Brasil

Nos últimos dez anos, 553 mil pessoas foram assassinadas no Brasil

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta terça-feira (5) o Atlas da Violência 2018. O documento mostra, de um lado, que a taxa de homicídios no Brasil continua muito alta. Apesar disso, o Espírito Santo tem consolidado a saída do ranking dos estados mais violentos.

O Atlas da Violência 2018 foi produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Em 2016, o Brasil alcançou a marca histórica de 62.517 homicídios, segundo informações do Ministério da Saúde (MS).

Isso equivale a uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes, correspondendo a 30 vezes a taxa da Europa. Apenas nos últimos dez anos, 553 mil pessoas foram assassinadas no Brasil.

O Espírito Santo reduziu em 37% o número de assassinatos entre 2006 e 2016. O Estado ainda se destacou na redução de mortes de mulheres, que caiu em 43%, o maior índice registrado pelo Brasil, nesse período de 10 anos.

Os estados mais violentos são: Sergipe (64,7), Alagoas (54,2), Rio Grande do Norte (53,4), Pará (50,8), Amapá (48,7), Pernambuco (47,3) e Bahia (46,9). O secretário de Estado da Segurança Pública, Nylton Rodrigues, destacou os bons resultados que o Espírito Santo conquistou. “O Estado passou a ocupar a 19ª posição no ranking da violência. Em 2011, era o segundo lugar no ranking, para se ter uma ideia”, ressaltou o secretário.

Nylton contou que o trabalho integrado das polícias e dos setores sociais serviu para a redução das mortes violentas de jovens (entre 15 e 29 anos) em terras capixabas. Em apenas sete Unidades de Federação (UF) verificou-se redução, com destaque para Paraíba, Espírito Santo, Ceará e São Paulo. No Estado, o índice caiu 28% em 10 anos (e 14,8%, entre 2015 e 2016).

Variações

Os dados do Atlas da Violência 2018 mostram como a situação é mais grave nos estados do Nordeste e Norte do país. Nessas regiões, estão situados os sete estados com maiores taxas de homicídios por 100 mil habitantes. “Ao analisar a evolução dos homicídios no país na última década, verificamos uma enorme heterogeneidade entre as Unidades Federativas, em que se observaram variações nas taxas de -56,7%, como no caso de São Paulo, a +256,9%, como no Rio Grande do Norte”, informa o Atlas.

Pontos importantes
  • Violência contra jovens: verificou-se uma situação grave que se acentuou no último ano: os homicídios respondem por 56,5% da causa de óbito de homens entre 15 a 19 anos. Quando considerados os jovens entre 15 e 29 anos, observamos em 2016 uma taxa de homicídio por 100 mil habitantes de 142,7, ou uma 4 taxa de 280,6, se considerarmos apenas a subpopulação de homens jovens.
  • Desigualdade das mortes violentas por raça/cor: nos últimos dez anos, a taxa de homicídios de indivíduos não negros diminuiu 6,8%, ao passo que a taxa de vitimização da população negra aumentou 23,1%. Assim, em 2016, enquanto se observou uma taxa de homicídio para a população negra de 40,2, o mesmo indicador para o resto da população foi de 16. Isso implica dizer que 71,5% das pessoas que são assassinadas a cada ano no Brasil são pretas ou pardas.

 

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