Depois dos caminhoneiros, ameaça de paralisação dos petroleiros

Greve dos petroleiros - Petrobras
Petroleiros em greve na refinaria de Paulínia, em 2015 (Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)

O presidente Michel Temer está em contato com o presidente da Petrobras, Pedro Parente, para evitar uma greve na Petrobras

O governo federal está acertando os ponteiros com a Petrobras sobre a ameaça de greve dos petroleiros que pode acontecer nesta quarta-feira (30). A afirmação é do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que apelou para que a categoria não entre em greve.

Segundo ele, o momento é delicado e a BR Distribuidora está reabastecendo o país, ainda em situação dramática. A Petrobras já está negociando com os petroleiros para que não haja paralisação. As informações são da Agência Brasil.

Os petroleiros anunciaram que pretendem fazer uma greve nacional “de advertência“ por 72 horas. A mobilização é liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados.

No último fim de semana, a categoria afirmou ter feito operações-tartaruga nas seguintes refinarias e fábricas de fertilizantes: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia.

Em nota, a FUP informou que a paralisação dos petroleiros pretende pressionar pela redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. A entidade também se mostra contrária à gestão de Pedro Parente. No entanto, o governo disse que não há hipótese de Parente deixar o cargo. “O presidente foi felicíssimo em escolhê-lo”, disse Padilha hoje em entrevista.

Segundo a Federação dos Petroleiros, a “greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria”, diz o comunicado da FUP.

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