Alimentos e bebidas: setor ajudou a alavancar o desempenho industrial

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Alem dos números positivos, setor de alimentos e bebidas alavancou contratação formal

Com uma produção física industrial em alta entre janeiro e outubro (+14,2%, na comparação com o mesmo período do ano passado), o setor de alimentos foi o destaque no Espírito Santo neste momento de retomada do crescimento, segundo levantamento divulgado em dezembro pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial do Espírito Santo (Ideies). Somadas as empresas de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, o saldo de empregos gerados nos 10 primeiros meses de 2017 foi de 730 postos de trabalho. Além disso, de acordo com análise divulgada pela entidade um mês antes, no que se refere ao faturamento real, o setor alimentício alcançou uma alta de 5,8% entre janeiro e setembro, quando comparado ao mesmo período de 2016. Foi nada menos que o segundo melhor desempenho dos segmentos que compõem a indústria de transformação, perdendo apenas para a metalurgia (+11,3%).

Para o presidente da Câmara Setorial das Indústrias de Alimentos e Bebidas, Sérgio Rodrigues da Costa, esses números mostram que, a despeito dos obstáculos enfrentados nos últimos anos, 2017 ficará marcado como o momento da recuperação. “O ano foi bem melhor do que 2016, sobretudo no segundo semestre, quando o setor passou por uma boa alavancagem. Continuamos aquém, em termos de negócios e geração de empregos, do período pré-crise, mas ainda assim é motivo para nos alegrarmos. O segmento de água mineral, por exemplo, além da crise econômica, enfrentou a crise hídrica e apenas a partir de setembro mostrou sinais de recuperação. A área de frigoríficos também está se recuperando, após os efeitos da Operação Carne Fraca, que causou grande impacto em, pelo menos, quatro meses de faturamento. No segmento de massas, o ano também começou devagar e depois foi melhorando, e agora temos empresas até ampliando suas estruturas. O setor de alimentos tem características próprias, não dá para fazer estoque, como ocorre em outros setores. O que é produzido precisa ser vendido rápido”, sublinhou.

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Fonte: Caged / MTE e Ideies

Segundo Costa, as empresas que exportam se saíram melhor e passaram de forma menos traumática pela crise, uma lição que aquelas atuantes no mercado interno precisam assimilar. “Para as que não exportam, tudo ficou meio parado. E gosto de dizer que o setor precisa ser uma engrenagem, o dinheiro tem que circular. Acredito que já passou aquele desespero das demissões, e agora recomeçaram as contratações. Temos atualmente no Estado 11 sindicatos ligados ao ramo de alimentos.

“O ano foi bem melhor do que 2016, sobretudo no segundo semestre, quando o setor passou por uma boa alavancagem. Continuamos aquém, em termos de negócios e geração de empregos, do período pré-crise, mas ainda assim é motivo para nos alegrarmos”
Sérgio Rodrigues da Costa, presidente da Câmara Setorial das Indústrias de Alimentos e Bebidas Sérgio Rodrigues da Costa

Todas essas empresas têm um papel de imensa importância para o Espírito Santo. Apenas no Sindibebidas, nós temos representado um mercado de produtos como cervejas, refrigerantes, água mineral, água de coco, cachaça e por aí vai. E assim é com os segmentos de laticínios, massas, doces e outros. Estamos entrando agora no verão e as expectativas são boas”, avalia o presidente. Uma notícia muito celebrada pelas mais de 2.500 empresas que fazem parte desse mercado.


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