Temer assina acordos econômicos com presidente do Suriname

Foto: Reprodução

Temer e Bouterse se encontram nesta quarta-feira (02) para assinar acordos de cooperação técnica

O presidente Michel Temer (MDB) se reunirá com o presidente do Suriname, Desiré Delano Bouterse, no Palácio do Planalto, para uma agenda de temas econômicos e políticos. Após o encontro, os presidentes se encontrarão com ministros dos dois países para uma foto oficial.

O encontro tem como objetivo a assinatura dos termos dos acordos que envolvem quatro ajustes complementares para a execução de projetos de cooperação técnica: Consolidação e Ampliação da Capacidade de Zoneamento Agroecológico e da Educação Ambiental do Suriname;

Além disso, a regulamentação do Evoluindo da Agricultura Itinerante para Sistemas Agroflorestais no Suriname: Segurança Alimentar por meio da Agricultura Sustentável; Introdução do Cultivo Sustentável do Açaí no Interior do Suriname; Programa de Alimentação Escolar em Koewarasan, Distrito de Wanica.

Também há negociações em segurança pública, como o Memorando de Entendimento em Cooperação Interinstitucional entre a Polícia Federal do Brasil e o Corpo de Polícia do Suriname. Na área econômica, haverá assinatura de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos.

É importante lembrar que o Suriname é parceiro estratégico do Brasil na fronteira norte. Ambos mantêm tradicional agenda de cooperação técnica e na área de defesa. Assim, o comércio bilateral voltou a crescer em 2017, alcançando US$ 40,1 milhões, com superávit a favor do Brasil de US$ 29,4 milhões.

Suriname

O presidente do Suriname, país colonizado pela Holanda, é cercado de polêmicas, desde o período pós-independência do país, em 1975. Como general do Exército, ele comandou um governo militar que gerou críticas nos anos 80.

De acordo com a Agência Brasil, Desiré Delano Bouterse é suspeito de ter liderado atos violentos que provocaram mortes de civis, em 1982. Porém, sempre negou a acusação.

Em 1988, com a redemocratização no país, Bouterse deixou a Presidência, ocupando-a novamente em 2010, após vencer eleições indiretas. Em 2015, conseguiu a reeleição. Em 1999, foi julgado na Holanda à revelia e condenado por tráfico de drogas. Não chegou a ser preso.

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