A nova velha demanda de mercado

É interessante perceber que se fala em novas demandas de mercado, novos perfis, novas profissões… mas a verdade é que mudou o suporte e a velocidade da informação.

A globalização, os avanços tecnológicos fizeram com que aparecessem novas funções/atividades e algumas outras se tornassem obsoletas. É verdade que houve esta mudança e não adianta negar. Surgem novas necessidades e é preciso atendê-las para que o fluxo continue.

É perceptível que boa parte das novas profissões estão ligadas aos referidos avanços tecnológicos, mas há também um “efeito cultural” onde surgem profissões que não possuem este vínculo. Por exemplo, temos o cuidador de idosos. Uma vez que a sociedade envelhece, aumenta a expectativa de vida e o avanço a ciência, cada vez mais teremos pessoas precisando de um suporte que a própria família, muitas vezes, não pode fornecer.

O que se percebe na verdade é que o símbolo essencial do novo perfil é a capacidade de lidar com mudanças constantes e a velocidade de adaptação a cada cenário que se estabelece.

Alguns fatores não mudam porque o conjunto de competências serve em qualquer cenário, e em qualquer profissão, uma vez que vivemos em sociedade e cada vez mais precisaremos uns dos outros.

Entre as competências que permanecem podemos citar:

  • Capacidade de comunicar-se cada vez melhor e com maior velocidade. Utilizando novas tecnologias e as redes cada vez mais sociais, o que não dispensa a cordialidade e a correção;
  • Trabalho em equipe/parcerias são essenciais para lidar com a velocidade de tudo que acontece, fica impossível o acompanhamento dos avanços tecnológicos e administrar a quantidade e qualidade das informações, logo, precisaremos de pessoas que nos completem e que sejam capazes de trabalhar em parceria, sem disputas dentro de um processo multidisciplinar de complementariedade.
  • Resiliência – o excesso de mudanças e os rearranjos nos cenários necessitam de equilíbrio, principalmente emocional, para mudanças de rumo constantes e enfrentamento de situações das mais diversas.
  • Comprometimento e postura multidisciplinar fazem com que as pessoas consigam lidar com competências e limitações e que seja aproveitado o que há de melhor em cada um. Os resultados são utilizados como aprendizados permanentes e as vitórias são celebradas por todos.
  • Criatividade para ser flexível, buscando alternativas ou novas formas de fazer a mesma coisa.
  • Transparência, que em poucas palavras se resume a honestidade nas ações.

Hoje, quando falamos de novas profissões, é verdade que existem e que precisam ser descobertas e ajustadas às novas demandas, mas, em qualquer uma que seja é preciso que haja ética e responsabilidade.

Em resumo, profissão do futuro é aquela na qual você se realiza como pessoa e como profissional, que se adapta às necessidades do mercado, que utiliza tecnologias (ou não) e meios sustentáveis e que você faz por prazer.

É aquela profissão onde você é diferenciado pela qualidade de suas entregas e que faz você se preocupar em ser, não em ter ou aparentar aquilo que não é.

É saber que você não conseguirá ser bom em tudo e que precisará sempre de pessoas à sua volta que somem e sejam capazes de preencher suas dificuldades.

O sucesso estará sempre ligado à motivação na execução do trabalho. Aquilo que você faz com prazer, faz melhor.


Etienne de Castro Tottola Chief Executive Officer, Analista Comportamental e Coach

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