A mudança da mudança

Antigamente o marketing mudava a cada seis meses, três meses… Agora muda todo dia

Nos idos dos anos de 1.500, o clássico Camões já escrevia que não se mudava mais do mesmo jeito, que a mudança era cada vez maior e mais rápida. Imagine mais de 500 anos depois…  Todos me perguntam das redes sociais. A resposta é simples. Lembra-se das manhãs de domingo (quem tem mais de 40 anos…) em que depois da missa das 10, meninas e meninos formavam rodas na pracinha da igreja e trocavam olhares e sorrisos e bilhetinho? E o “correio elegante”? Lembram? Pois é, aquilo era uma rede social, mas com duas diferenças: antigamente havia umas 200 ou 300 pessoas, e era ao vivo. Hoje só o Facebook completou um bilhão de pessoas outro dia. E o Linkedin, o Twitter e outros crescem assustadoramente.

Sempre, porém, redes sociais. Iguaizinhas à dos homens primitivos, que no fim do dia reuniam-se em torno da fogueira para discutir suas caçadas e aventuras…Outra diferença: a tecnologia, que embora ainda primitiva e lenta (principalmente no Brasil), já é bem mais rápida que os tambores e os bilhetinhos…

Antigamente, o marketing mudava a cada seis meses, três meses… Agora muda todo dia. Os nomes ingleses proliferam e as redes sociais também: “branding”, “inbound marketing”… O Twitter e o Linkedin cresceram assustadoramente. Você tem que correr atrás. Eles são seus instrumentos mais fortes de relação com o cliente!

Outra novidade que a cada dia muda são as metodologias superiores de vendas: vendas de alta performance, vendas consultivas, que a Fundação Dom Cabral está implantando no Brasil inteiro. Nos últimos meses estive em Rondonópolis, Rio Preto, Ribeirão Preto, Criciúma, Campo Grande, enfim, de norte a sul reinventando o marketing, como disse o mestre Phillip Kotler.

Multiplicam-se os pequenos e os médios negócios, impulsionados pelo desemprego. que nossa pobre economia provoca e incentiva. O Sebrae então se destaca com projetos audaciosos de formação do pequeno e do médio negociante, ameaçando os gigantes e obrigando os grandes conglomerados de marketing a cada vez mais aperfeiçoar suas metodologias…

Viu? Nem tudo vai mal. Desculpem-me os pessimistas, mas como disse muito bem Carlos Roberto Lehmann, o homem mais rico do Brasil: “Não tenho nada contra os pessimistas, mas nunca conheci um pessimista de sucesso”.

Outra coisa: ser rico não é título nem vantagem, apenas um indicativo de saber trabalhar, gostar de trabalhar e aproveitar oportunidades. Conhecemos empresários do interior, crescendo em pequenas cidades, a força do agronegócio da indústria de médio porte, que avançam com o comércio eletrônico, com Net Soes, Pet Love, Zanatti (agora “Net Shoes”). Nosso orgulho capixaba,  a Wine. Vemos essas mudanças vertiginosas também darem resultados. Mais uma, afinal: sustentabilidade e responsabilidade social. Nunca recomende ou venda produtos que você não venderia para sua mãe ou seus filhos. Uma nova regra de ouro que pode construir ou destruir uma marca. De um dia para outro.

Mudança os tempos, mudam-se a vontade, escreveu Camões há 500 anos. O que você já mudou hoje?

Ronald Z. Carvalho – Professor convidado da Fundação Dom Cabral

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