A introdução da indústria 4.0 no cenário produtivo capixaba

A indústria 4.0 se ergue em um sistema cibernético-físico, possibilitado pela virtualização da realidade

Muito em voga recentemente, a ideia de “Indústria 4.0” vem ganhando espaço nos meios empresariais. Mas afinal, o que vem a ser esse novo conceito? E mais: como trazê-lo para o contexto produtivo do Espírito Santo? O termo é aplicado a um tipo de produção descentralizada e interconectada, possibilitada pelas tecnologias mais recentes de comunicação e de tratamento de dados.

Parece complicado, mas se olharmos de modo sistêmico, falamos de um modo de produção interconectado, condizente com os caminhos que a organização moderna do trabalho vem trilhando. A partir de uma confluência de conceitos tecnológicos, a Indústria 4.0 extrapola aquele modelo de produção, sequencial e linear, a que estamos acostumados. Vemos surgir o pressuposto de uma linha evolutiva da industrialização.

Típica da Revolução Industrial, a indústria 1.0 era caracterizada por mecanização e abastecimento por força de água e de vapor. Com forte influência do modelo fordista, a indústria 2.0 foi marcada por produção em massa, linhas de montagem e eletricidade. Inserida na era global, entraram em ação os sistemas de computação, a robótica e a automação, proporcionados pela revolução eletrônica. Agora, a indústria 4.0 se ergue em um sistema cibernético-físico, possibilitado pela interconectividade, pela customização de sistemas e de recursos produtivos e pelas possibilidades de descentralização da produção.

No Brasil, esse paradigma é introduzido de forma contínua. Em 2016, uma pesquisa da Confederação Nacional de Indústrias (CNI) revelou que 48% das indústrias brasileiras adotam as tecnologias digitais. Dois anos depois, vemos que o tema ganha espaço e passa a fazer parte da pauta do contexto produtivo capixaba. Na vanguarda do modelo, temos no protagonismo do Bandes um fator importante para ajudar a criar esse “ponto de virada” para as nossas indústrias.

Com o lançamento da linha de financiamento Bandes Indústria 4.0, a perspectiva de aumento de produtividade e do valor agregado da produção do parque industrial capixaba torna-se ainda mais palpável.

Essa novidade beneficiará toda uma cadeia produtiva, tanto pelo ineditismo dos tipos de sistemas financiados quanto pelas boas condições operacionais, traduzidas em taxas de juros e prazos, que possibilitam às empresas manter seu perfil de competitividade nesse mercado. O empresariado poderá investir em modernização de seu parque industrial com foco na inovação e nas boas práticas de produção, gestão e pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e serviços.

Essa abertura pode trazer ainda mais empresas ao patamar de ‘fábricas inteligentes’ no nosso Estado, a partir da implementação de programa de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, de apoio à infraestrutura, aquisição de máquinas, equipamentos e componentes eletrônicos importados, transferência, licenciamento e absorção de tecnologias, despesas relacionadas a patentes e de propriedade intelectual.

Consta que o conceito da Indústria 4.0 foi proposto em um projeto de alta tecnologia do governo da Alemanha, para promover a informatização de manufaturas. Por lá, a ideia vem dando certo. E aqui no Espírito Santo temos um ambiente mais do que favorável para elevarmos nossas indústrias a um patamar superior.


Aroldo Natal Silva Filho Diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

 

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