Há 16 anos, o mundo parou no dia 11 de setembro

O mundo parou naquele 11 de setembro de 2001. Dois aviões sequestrados de suas rotas originais foram “arremessados” contra as torres gêmeas do complexo empresarial World Trade Center

Familiares de vítimas do maior atentado terrorista do mundo se reuniram, nesta segunda-feira, 11 de setembro, em Nova Iorque. A homenagem aos quase três mil mortos foi realizada no Ground Zero, local onde antes existiam as torres gêmeas do World Trade Center.

Há 16 anos, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros. Dois deles foram “arremessados” contra as torres gêmeas. Os dois prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos.

O terceiro avião colidiu contra o Pentágono (foto), sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, próximo a capital Washington, D.C

O quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia. Alguns de seus passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave dos sequestradores. Não houve sobreviventes em nenhum dos voos.

Entre os quase três mil mortos, de 70 países, estavam os 19 sequestradores e 227 civis que estavam nos voos. A série de ataques suicidas contra os Estados Unidos, a mais chocante da história contemporânea, foi coordenada pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda.

Reação ao 11 de setembro

Os Estados Unidos responderam com a Guerra ao Terror. Uma consequência imediata foi a diminuição das liberdades civis dentro dos EUA e nas atuações americanas no exterior. Houve forte apoio da população norte-americana a medidas contrárias à imigração ilegal, assim como ao reforço do patrulhamento nas fronteiras, especialmente com o México.

Invadiram o Afeganistão para derrubar o Taliban, que abrigou os terroristas da al-Qaeda. E o governo de Bush aprovou o Patriot Act. A medida previa espionagem, escutas telefônicas e buscas sem mandado judicial na casa de suspeitos. Além do endurecimento das medidas de segurança em voos e aeroportos.

Diversos outros países também reforçaram a legislação antiterrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da lei.

As agências de inteligência passaram também a ter mais poder e os agentes a utilizarem métodos duros ( e criticados) de interrogatório em suspeitos de terrorismo. Torturas que incluíram simulação de afogamento, jogar presos contra paredes ou deixá-los de pé por dias. Em 2009, Barack Obama reverteu a decisão de Bush e baniu essa prática.

Economia

O 11 de Setembro teve um impacto profundo na economia dos EUA, com os gastos milionários nas guerras no Afeganistão e no Iraque. Pesquisa da Universidade Brown apontam que os gastos nesses conflitos chegaram a US$ 2,8 trilhões, entre 2001 e 2011. E a estimativa há cinco anos era de que o custo total ao fim dos conflitos chegaria a US$ 4,4 trilhões.

Recuperação

O processo de reconstrução em Nova Iorque teve início logo após o acidente. Hoje, o local abriga um complexo de prédios, um memorial e um museu. A torre One World Trade Center é o prédio mais alto do hemisfério ocidental, com 541 metros. A altura equivale a 1.776 pés, uma homenagem à independência dos EUA, ocorrida em 1.776.

O edifício tem 104 andares, 70 elevadores, nove escadas rolantes e 279 mil m² de espaço para escritórios. O último andar tem uma viga de aço autografada pelo presidente Barack Obama e por cerca de cem operários.

Memorial

Inaugurado em 2011, o Memorial de 11 de Setembro recebeu mais de 4,5 milhões de visitantes de 170 países em seu primeiro ano. Ele é formado por duas piscinas gigantes cercadas por árvores, localizadas no exato local onde se encontravam as Torres Gêmeas destruídas nos atentados

Nas laterias dessas piscinas há uma fina queda d’água de dez metros de altura, considerada a maior cachoeira artificial da América do Norte. Há 2.983 nomes gravados em bronze no parapeito do memorial.

As gravações incluem as pessoas mortas nos ataques em Nova York, no Pentágono e na Pensilvânia, em 2001; e também dos mortos no primeiro atentado ao World Trade Center, em 1993.

O Pentágono foi reparado em um ano e, ao lado do prédio construído o Memorial.

Fotos: World Tarde Center – Reprodução WEB / Reuters
Pentágono – Cedric H. Rudisill/ DOD

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